JUN
10

TELEFONE CELULAR E DIREÇÃO… UMA COMBINAÇÃO DIFICIL DE DAR CERTO!

Cabeça baixa, olhos vidrados, desatenção e mãos fora do volante são os sintomas mais comuns do surto que tem atingido motoristas do mundo inteiro. Chamado por especialistas de epidemia do celular, o hábito de usar o aparelho ao dirigir se agravou com recursos tecnológicos incorporados ao telefone móvel. O problema deixou de ser simplesmente falar.

Eles também enviam mensagens, respondem a e-mails, navegam pela internet. A epidemia representa risco a mais para o trânsito e tem difícil combate, já que o celular normalmente fica fora do campo de visão dos fiscais de trânsito.

Nos últimos quatro anos, “dirigir veículo utilizando telefone celular” ocupa o primeiro lugar no ranking de infrações em várias capitais do País, mas são os dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que sinalizam o potencial do problema.

Em junho do ano passado, no Estado de Minas Gerais, por exemplo, havia 4.648.943 linhas de telefonia celular que usavam a tecnologia 3G, que engloba internet banda larga, TV no celular, download de músicas e vídeos com mais rapidez. Um ano depois, o número chegou a 6.117.498, um aumento de 31,5%.

Apenas neste ano, no período de janeiro a julho, a Guarda Municipal e a Polícia Militar (PM) já aplicaram juntas 34.611 multas por dirigir o veículo usando celular. No órgão de fiscalização municipal, a infração representa um quarto do total de multas aplicadas. Na Polícia Militar, a infração também é a campeã do ranking, com 21.726 multas.

Para se ter uma ideia, o segundo lugar – estacionar em horário e local proibidos – tem 12.741 notificações. No ano passado, a irregularidade também ocupou o primeiro lugar em fiscalização pela PM, com 54 mil autuações.

Quinze minutos no cruzamento em qualquer cruzamento de uma grande cidade brasileira, é suficiente para constatar o quanto o vício de usar o smartphone ao volante está disseminado.

Nesse intervalo, muitos motoristas foram vistos mexendo no aparelho, quase um por minuto – a maioria enviando mensagens ou simplesmente deslizando os dedos sobre as telas touchscreen. Eram homens e mulheres, entre eles taxistas consultando aplicativos para buscar passageiros. Os motoristas estavam tanto em movimento quanto parados, mesmo quando o sinal já estava verde.

Faltam estatísticas no Brasil que relacionem o uso do aparelho com os acidentes de trânsito.

Nos Estados Unidos, o problema ficou tão grave que uma empresa de telefonia contratou o diretor Werner Herzog para fazer um documentário sobre o assunto. O filme From one second to the next (na tradução, De um segundo para o outro) será exibido nas escolas, com depoimentos de quem perdeu parentes em acidentes provocados por motoristas que mandavam mensagens do celular enquanto guiavam. De acordo com o curta, são 100 mil acidentes provocados todos os anos por esse motivo no país.

O coordenador de projetos educacionais da Associação Brasileira de Educação para o Trânsito (Abetran), o psicólogo Marccelo Pereyra, afirma que o uso do celular na direção é uma epidemia, agravada pelas novas tecnologias. “Acredito ser mais grave que o álcool, pois o uso é mais abrangente e vem crescendo numa velocidade assustadora. O aparelho eletrônico desvia a atenção concentrada do motorista”, ressalta.

Segundo o especialista, o celular ao volante compromete mais de 50% da concentração do condutor. “Só o fato de o celular tocar e o motorista desviar a atenção, é como se ele fechasse os olhos e percorresse 70 metros sem enxergar. É nessa fração de milionésimos de segundo que todo o contexto da segurança no trânsito fica à mercê do telefone”, afirma Marccelo.

Vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o médico Guilherme Durães aponta que o envio de mensagens no trânsito pode ser ainda mais grave em relação às ligações. “Além de tirar a atenção do trânsito, você ainda tira a visão. Um segundo sem ver já pode causar um acidente”, explica o médico, que lamenta a ausência de dados específicos sobre o assunto. “Não sabemos qual a relação das causas do acidente nesses casos, se foi o celular, o DVD ou uma série de eletrônicos que tiraram a atenção do motorista”, completa.

A BSG em seus treinamentos corporativos enfatiza a importância de que ao ligar o motor do veículo o motorista deve DESLIGAR o telefone celular. Hoje já existem diversos aplicativos que enviam mensagens automáticas informando para que liga, que o usuário está ao volante e retorna a ligação quando possível.

RESPEITE A LEI! RESPEITE A VIDA!

MOTOR LIGADO… TELEFONE CELULAR DESLIGADO!

 

Fonte: Site Últimas Notícias do Brasil

JUN
10

ENTENDENDO A “LEI SECA”

O consumo de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acidentes automobilísticos no país, segundo estatística da Polícia Rodoviária Federal. O Brasil ostenta o triste título de detentor de um dos mais altos índices de mortes no trânsito por habitante. Na última década, o número de fatalidades subiu mais de 30%.

No Brasil, apesar da designação comum, não existe a lei seca, mas dispositivos legais que visam coibir o consumo de bebidas alcoólicas em determinadas situações ou períodos, ou associar o consumo de bebidas a atividades específicas, como conduzir veículos.

Um exemplo disso é a restrição de consumo imposta durante a época das eleições. O período de proibição varia de acordo com a legislação de cada estado.

O expediente é usado também por muitas cidades numa tentativa de conter os índices de violência. Geralmente em dias úteis da semana, no período da madrugada, os bares são proibidos de funcionar e o comércio de bebidas.

Em 19 de junho de 2008 foi aprovada a Lei 11.705, modificando o Código de Trânsito Brasileiro. Apelidada de “lei seca”, proíbe o consumo da quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) por condutores de veículos,2 ficando o condutor transgressor sujeito a pena de multa, a suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e até a pena de detenção, dependendo da concentração de álcool por litro de sangue.

Apesar de não ser permitida nenhuma concentração de álcool, existem valores fixos, prevendo casos excepcionais, tais como medicamentos à base de álcool e erro do aparelho que faz o teste. A concentração permitida no Brasil é de 0,2 g de álcool por litro de sangue, ou, 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro.

O endurecimento da lei seca, que passou a vigorar em janeiro deste ano, já produziu resultados importantes na queda da violência no trânsito. No mês passado, a cidade de São Paulo registrou 44 homicídios culposos por acidente de trânsito, número 29% menor do que o registrado no mesmo período de 2012. As lesões culposas por acidente de trânsito também caíram – 5,7%, com registro de 1.836 dos casos.

A queda nos casos de crimes culposos, quando o autor não tem a intenção de provocar o dano, foi a melhor notícia nos dados de segurança pública divulgados na segunda-feira, 25, pelo governo. Além dos casos de trânsito, com a lei seca também caíram os homicídios culposos. Foram apenas três casos na capital, enquanto janeiro do ano passado registrou 33 ocorrências.

A mesma tendência é verificada no Estado. A redução nas mortes por acidente de trânsito chegou a 12,9%, com 290 ocorrências. A lei seca ainda derrubou os homicídios culposos, que passaram de 51 para 16 casos.

Nas cidades, a Lei Seca já mostrou resultado, mas nas estradas, a mistura de álcool com direção é a quinta causa de mortes.

Com as mudanças na legislação, como deve ser o entendimento as consequências de beber e assumir o volante de um veículo?

Como a embriaguez é comprovada?

É necessário submeter o suspeito a um exame, de sangue ou de bafômetro. Isso significa que testemunhos de policiais, exames clínicos e eventuais registros em vídeo que atestam sinais de embriaguez no motorista não têm efeito legal.

O que ocorre com quem se negar a realizar o teste do bafômetro?

As consequências são o pagamento de uma multa de 957 reais e a suspensão da carteira de habilitação, em geral, por cinco dias. Só na eventualidade de o policial, convencido da embriaguez do motorista, decidir testemunhar contra ele é que o prazo de suspensão da habilitação pode subir para um ano.

Qual o Estado campeão em fuga do bafômetro?

O Rio de Janeiro. De 2009 até hoje, mais de 40 000 motoristas abordados em blitz da Lei Seca no estado se recusaram a fazer o teste do bafômetro.

Há projetos para endurecer a Legislação?

Sim. A Câmara dos Deputados aprovou projeto que amplia a possibilidade de provas e permite que motoristas que se recusarem a fazer os testes de sangue ou bafômetro também sejam punidos. Pelo texto, são aceitos vídeos, prova testemunhal e “outros meios de prova em direito admitidos” para comprovar que o condutor está alcoolizado. Além de ampliar as provas, o texto dobra o valor da multa a ser aplicada quando alguém é flagrado dirigindo bêbado ou sob a influência de outras substâncias, sejam remédios ou drogas ilícitas. O valor passaria a 1.915,38 reais e 3.900 reais em caso de reincidência. O projeto ainda será analisado pelo Senado.

Como outros Países coíbem a mistura álcool e direção?

Nos Estados Unidos, dirigir depois de beber é crime punido com cadeia. Quando o policial aborda um motorista suspeito, conclui se ele bebeu ou não aplicando testes na rua: o condutor tem de provar que consegue se equilibrar em uma perna e andar em linha reta. Se não passar, vai para a delegacia. Mesmo quem se recusa a soprar o bafômetro é indiciado.

Na Europa, a tolerância em relação a esse tipo de conduta também é baixa.

Na Espanha, quem dirigir com taxa de 1,2 grama ou mais de álcool por litro de sangue perde a habilitação por até quatro anos e pode passar seis meses na prisão. Negar-se a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue é crime punido com cadeia, de seis meses a um ano.

Em Portugal, a pena varia. Se o condutor bebeu, mas não fez barbeiragens, a punição é de até um ano de cadeia. Se fez, até dois anos. Não fazer o teste do bafômetro é crime de desobediência e também dá prisão.

Na Inglaterra, quem se recusa a soprar o aparelho na rua paga multa de 1 000 libras e perde o direito de dirigir por até três anos.

Como a BSG pode auxiliar a sua empresa nessa questão?

A BSG, através do seu Centro de Qualificação de Motoristas, desenvolveu treinamento específico sobre o uso álcool & drogas e as suas consequências ao dirigir, procurando CONSCIENTIZAR o motorista sobre os riscos envolvidos.

A mudança do comportamento é fundamental para que haja uma redução dos acidentes de trânsito gerados pelo consumo de bebida alcoólica.

AGO
20

Por que acontecem tantos acidentes com ônibus?

Entre janeiro e setembro deste ano foram registrados apenas em São Paulo 1.100 acidentes envolvendo ônibus municipais. E o número pode ser maior, devido aos acidentes não registrados. Em 2010, dos acidentes que resultaram em mortes em São Paulo, 218 envolveram ônibus, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego.

Os ônibus podem ser 25 vezes mais perigosos do que os carros nos acidentes fatais. Mas o que faz dos ônibus veículos tão perigosos?

Entre os fatores que contribuem com os acidentes está o comportamento do motorista. Jornadas excessivas de trabalho e pouco tempo de repouso entre as viagens resultam em motoristas cansados e estressados no trânsito, que tendem a cometer irresponsabilidades como excesso de velocidade, destaca a reportagem. Nos horários de pico, é comum ver ônibus trafegando acima da capacidade de lotação, o que interfere nas condições de dirigibilidade, comprometendo a distribuição de peso ao longo do veículo, causando sobrecarga nos dispositivos mecânicos, como suspensão e sistema de freios. Esses fatores associados são a receita ideal para muitos acidentes.

Nas estradas, os acidentes com ônibus rodoviários também ocorrem e com desfechos ainda mais trágicos. De acordo com o estudo “Morte no Trânsito: Tragédia Rodoviária”, realizado pelo SOS Estradas (www.estradas.com.br), pelo menos 2.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidentes com ônibus nas estradas brasileiras. Esse número é somente das vítimas que morrem no local do acidente. Certamente o número de óbitos é maior se levarmos em consideração que muitos não sobrevivem à gravidade dos ferimentos.

Acidentes com ônibus resultam em tantas mortes porque esses veículos transportam mais pessoas do que os carros. E, por isso, a responsabilidade do motorista deveria ser ainda maior. No entanto, o que estamos acostumados a ouvir nos noticiários é que a causa de muitos desses acidentes está no comportamento arriscado do motorista na estrada. Atitudes como excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas e dirigir com sono e por muitas horas seguidas, são fatores que contribuem para que as histórias trágicas continuem sendo manchetes nos jornais.

Se você é motorista de ônibus urbano ou rodoviário, fique atento a essas dicas de comportamentos seguros que podem evitar muitos acidentes:

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Fonte: Sites SOS Estradas e Programa Volvo de Segurança no Trânsito.

AGO
20

Fadiga & Direção – Risco Eminente

Pesquisas indicam que sentir sono no volante é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado. “Está comprovado que dirigir cansado é tão perigoso quanto dirigir com álcool no sangue”, diz Torbjörn Åkerstedt, pesquisador do sono e professor do Karolinska Institutet e da Universidade de Estocolmo, na Suécia.

Um final de noite, o cansaço, a monotonia de uma estrada ampla e longa… Existem muitas razões para um motorista ficar sonolento ao volante. Independentemente da causa, as consequências podem ser devastadoras. A proporção de acidentes causados pelo cansaço dos condutores varia de um estudo para outro, mas normalmente gira entre 15% e 60%. As pesquisas também mostram que este tipo de acidente é muitas vezes mais grave do que as colisões causadas por outros fatores, já que os tempos de reação são retardados.

A capacidade de condução é afetada de várias maneiras, além das consequências óbvias de cair realmente no sono. “Você raciocina mais lentamente, demora mais para se lembrar das coisas, tem mais dificuldade para aprender coisas novas e responde mais lentamente a estímulos simples”, diz Åkerstedt. “As investigações também mostraram que se perde o controle sobre as emoções. Ser emocionalmente instável não é uma característica positiva quando se está atrás do volante, pois prejudica o seu julgamento”, relata o professor.

De 17% a 19% das mortes no trânsito brasileiro, uma média de 7 mil por ano, ocorrem com pessoas que dormem no volante. Na somatória dos acidentes de trânsito, de 29% a 32% dos condutores caíram no sono enquanto dirigiam.

A ciência do sono

  • O corpo humano tem um ritmo biológico natural que faz com que queira dormir durante a noite. Como resultado, a qualidade do sono é pior quando você dorme durante o dia.
  • O cansaço é maior entre às 4h e 6h da manhã.
  • Cansaço excessivo durante o dia pode decorrer de exaustão frequente, devido ao trabalho por turnos ou ao sono insuficiente.
  • Consulte um médico caso suspeite que existam causas patológicas para sua sonolência diurna.
  • Estudos demonstram que é possível armazenar o sono. Obter um bom descanso antes de partir para uma longa viagem é uma boa ideia.
  • Um condutor cansado reage mais lentamente e leva mais tempo para detectar perigos que se aproximam, como obras nas estradas e passagens de nível.
  • O cansaço prejudica tanto a sua capacidade de processar informação, como a sua função de memória de curto prazo.

 

Dicas para evitar a fadiga ao volante

Pare a cada duas horas

O motorista deve fazer uma parada a cada duas horas, para alongar o corpo e comer alguma coisa. Além disso, o condutor tire um cochilo a cada quatro horas – principalmente se a jornada for durar mais de nove. Se houver cama na cabine do caminhão, basta estacionar em um local seguro e arejado, evitando a luz direta do sol. Caso contrário, o ideal é buscar um lugar próprio para descanso, pois a poltrona não é ergonomicamente adequada para cochilos.

Durma bem, em locais escuros

Horas de sono são preciosas. Quanto melhor você dormir, maiores são as chances de se manter atento na estrada. Em caso de jornadas diurnas, o ideal é dormir bem à noite. Locais escuros e silenciosos melhoram a qualidade do sono. Sono superficial não restaura muito bem o físico e o mental. Depois de duas ou três horas, motorista vai sentir o cansaço, e o sono vai bater.

Prepare-se para viagens à noite

Viagens que começam após as 20h requerem uma preparação especial. Deve-se dormir um sono diurno de, no mínimo, cinco horas e acordar até uma hora antes de pegar a estrada.

Viaje poucas horas depois de acordar

Quanto maior for o tempo desde que você está acordado, maior será a pressão do sono. É aconselhável iniciar uma viagem poucas horas depois de ter despertado, pois a pressão será menor. Entre 10 e 15 horas sem dormir, essa fadiga já está em um nível médio. Acima disso, a pressão é muito alta, oferecendo risco à direção. Se a viagem for noturna, o relógio biológico também interfere e aumenta o cansaço, uma vez que o organismo está habituado a dormir à noite.

Evite bebidas e cigarros

Ingerir bebidas alcoólicas, além de ser proibido para quem conduz, diminui a atenção e o reflexo do motorista. O uso de cigarros também não é recomendado. Macetes como beber café, mascar chicletes ou aumentar o volume do som são paliativos que duram por pouco tempo.

Fuja dos horários de menor alerta

Há dois momentos do dia, em que é mais arriscado dirigir. E não depende só da ingestão de alimentos pesados e calóricos – embora isso também contribua para a sonolência. Entre 12h e 14h, e entre 20h e 5h, o organismo está com os níveis de alerta mais baixos, o que pode aumentar as chances de acidentes na estrada. O melhor, então, é evitar dirigir nesses horários, utilizando-os para descansar e renovar as energias até seguir viagem.

Fonte: Volvo do Brasil; Quatro Rodas; Instituto do Sono.

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